segunda-feira, 6 de abril de 2009

IPEA : Comunicado expõe painel da economia internacional e situa o País na crise








Por Paulo Rubem


Fechando a noite-madrugada desse domingo para segunda, faço questão de convidar à leitura do mais recente Comunicado da Presidência do IPEA, o de No. 18, intitulado
"CRISE INTERNACIONAL,METAMORFOSES DE EMPRESAS TRANSNACIONAIS E IMPACTOS NAS REGIÕES DO BRASIL".

Acesse em www.ipea.gov.br.

O documento tem 40 páginas mas de leitura fácil e bastante interessante.

Deixamos aqui as conclusões, que sinalizam pela necessidade de ser fazer mais do que o governo hoje vem fazendo, algo na linha de nosso pronunciamento da última 4a. feira na Câmara Federal.

Vejam as sugestões do COMUNICADO.

Boa leitura, boa noite e até amanhã ( aliás,até logo mais ).
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IV – Algumas Observações finais

O Brasil vinha numa trajetória de expansão dos investimentos, do emprego
formal, do mercado interno e do PIB até outubro de 2008. As medidas
implementadas até agora pelo Governo brasileiro procuram reduzir os impactos
negativos sobre os investimentos, a produção e o emprego. Mesmo assim, tem
havido uma perda importante de emprego, da produção industrial, sinalizando um
crescimento ajustado bem para baixo. Na última reunião do COPOM, a taxa
básica de juros foi reduzida em um ponto e meio percentual mas o patamar
continua alto e os efeitos positivos dessa alteração demorarão algum tempo para
se fazer sentir. Na realidade, o cronograma dessas reuniões poderia ser encurtado
para conferir agilidade a possíveis novos cortes.

A gravidade dos efeitos da crise exige mais.

O Brasil detém hoje diferenciais competitivos no cenário mundial, como os investimentos do PAC euma estrutura de financiamento público da produção através do seu sistema de 39 bancos públicos (BNDES, BRDE, BB, Caixa Econômica, BASA e BNB).

O que precisa ser feito é a proposição de novas institucionalidades que garantam uma
ação de complementação da nossa estrutura produtiva, especialmente a industrial,
no sentido de internalizar no território os investimentos que completam as cadeias
produtivas já instaladas e propiciam a instalação de sede de projetos e
desenvolvimento de produtos, melhorando a posição brasileira na divisão
internacional do trabalho hoje restrita, primordialmente, às atividades de
montagem.

Esta ação terá, por sua vez, efeitos positivos sobre os mercados de
trabalho criando postos de trabalho mais qualificados e melhor pagos, e ainda,
com efeitos positivos sobre os conteúdos de formação de engenheiros e toda uma
geração de técnicos instados a pensar e a criar.

Estas medidas em seu conjunto, além de ampliarem e consolidarem a estrutura produtiva nacional, caminham também na direção de ampliar a participação dos salários no PIB. A efetivação dessa possibilidade dependerá da capacidade de incluir no elenco das ações brasileiras, as políticas públicas negociadas entre Estado e empresas, na busca da consecução de um objetivo compartilhado. Se crise também é oportunidade,eis, portanto, um desafio: ir além da ação sobre os efeitos de curto prazo e pensar nas possibilidades produtivas brasileiras de longo prazo.

Argentina debate nova lei sobre meios de comunicação












Por Paulo Rubem

Do site www.cartamaior.com.br

Os conteúdos de uma nova sociedade

A Argentina prepara-se para um importante debate que deve envolver toda a sociedade. Trata-se de uma lei sobre o funcionamento dos meios de comunicação. A Carta Maior começa a publicar uma série de artigos sobre o tema que interessa diretamente ao Brasil, no ano em que será realizada a primeira Conferência Nacional de Comunicação.

No primeiro texto, o sociólogo Horacio González destaca o caráter estratégico deste debate que envolve um setor que se julga "diretor de consciência" da vida geral da população.

Acesse o texto integral no site da CARTA MAIOR.

Mandato faz oficinas sobre Sistema Nacional de Cultura, Orçamento Público e FUNDEB em Caruaru

Por Paulo Rubem

Seguindo nossa agenda no XXX Festival Internacional de Folclore de Caruaru,iniciado no sábado e já divulgado aqui no Blog, estaremos na tarde desta segunda,DIA 6 DE ABRIL, das 14:00 às 16:30, ministrando muma Oficina de Capacitação sobre cultura e orçamento público. A atividade será realizada nas dependências do Espaço Cultural Tancredo Neves, onde ocorre o Festival.

O objetivo é contribuir na formação de artesãos, artistas e produtores culturais, presentes no festival, visando favorecer suas intervenções na construção do Sistema Nacional de Cultura-SNC e a plena participação no processo de elaboração dos orçamentos públicos municipais para a cultura em suas cidades.

Serão tratados os princípios do Sistema, as normas de cultura da Constituição Federal e o processo de elaboração pelos executivos e a votação do orçamento público nas Câmaras Municipais. A adesão dos municípios ao SNC prevê a criação de Conselhos e Fundos Municipais para a Cultura e a realização regular das Conferências Municipais de Cultura.

No começo da noite estarei na UFPE em Caruaru, desta vez expondo e debatendo a construção do Sistema Nacional da Educação Básica a partir do FUNDEB, criado pela Emenda Constitucional 53. As atividades da noite se iniciarão às 19:00 no Campus da UFPE.

domingo, 5 de abril de 2009

Em CARUARU participamos da abertura do XXX Festival Internacional do Folclore











Por Paulo Rubem

Na noite deste sábado participamos em CARUARU, a 120km de Recife, no agreste do Estado, da abertura do XXX Festival Internacional do Folcore e da 4a. Feira de Negócios do Artesanato.

Com grupos vindos da Índia, da Coréia, da Argentina, do Paraguai e dos estados de Santa Catarina, da Paraíba e de Pernambuco, das cidades do Recife, Gravatá, Bezerros, Agrestina e da prória cidade de Caruaru, o Festival insere na programação oficinas de artesanato, palestras e debates, como o que faremos na próxima segunda-feira, dia 6, das 14:00 às 16:00, sobre " SISTEMA NACIONAL DE CULTURA E O ORÇAMENTO PARA A CULTURA".

A palestra que se realizará segunda, acontece no momento em que está aberta para discussão, no site do Ministério da Cultura, a proposta de revisão da Lei Rouanet, a Lei Federal de Incentivo à Cultura. O site é www.cultura.gov.br

O evento foi criado por inspiração da Sra. Luisa Maciel, homenageada na abertura, hoje à noite, associada ao Centro Internacional do Folclore.

A coordenação da programação está sob a responsabilidade de Socorro Maciel e de Luciana Dutra, ex-diretora de Cultura da Prefeitura de Bezerros,cidade vizinha, antes de Caruaru, na gestão do Prefeito Marconi Borba(PT),de 2004-2008.

A abertura foi realizada com a presença do Prefeito de Caruaru JOSÉ QUEIRÓZ e sua esposa, do Vice-Prefeito, JORGE GOMES e de sua esposa, a Vereadora LAURA GOMES(PSB) e a nossa presença, representando a Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal.

Nas imagens, momentos de nossos contatos com os artesãos da Feira e com os representantes da Coréia e também do Brasil, como na animada foto com os Papangus de Bezerros.

sábado, 4 de abril de 2009

Na luta pelo Piso Salarial, mandato enfatiza necessidade de estudos orçamentários e articulação com os demais servidores

Por Paulo Rubem

Nos debates que realizamos nesta sexta-feira à tarde e à noite em OLINDA, Pernambuco, com professores da rede municipal de ensino, no Clube Atlântico, no bairro do Carmo, e da rede estadual, na Escola Cônego Jonas Taurino, na comunidade de Aguazinha, fizemos uma retrospectiva das lutas pela educação pública no país,mostrando os avanços conseguidos nos últimos 20 anos com a articulação de recursos da união, dos estados e municípios.
Destacamos, contudo, que ainda falta muito para chegarmos ao efetivo processo de valorização dos profissionais da educação e da escola pública.

Além disso, enfatizamos a necessidade do acompanhamento da receita orçamentária pública como ferramenta de luta pelo adequado financiamento da educação básica, pela aprovação justa dos planos de cargos e carreira e pela efetiva implantação do Piso Salarial dos Profissionais da Educação Básica.

Para isso sugerimos que os sindicatos da categoria fortaleçam em suas estruturas os núcleos de estudos do orçamento público e que busquem, na atual crise, frente a possibilidade de queda da arrecadação federal,de estados e municípios, maior articulação com os demais servidores públicos e aposentados, com as centrais sindicais, em busca de formas de compensação dessa queda de receitas e da urgente reorientação das políticas fiscais em curso.

As propostas principais, nesse sentido, se dão na mudança das atuais diretizes macroeconomicas, tais como :

1.Redução mais acentuada das taxas de juros que são pagas pelo governo, pelo dinheiro obtido com a venda de títulos públicos;

2. Diminuição das metas de economia fiscal em relação ao Produto Interno Bruto ou, dizendo em outras palavras, redução do superávit primário, que visa impor economias ao tesouro nacional, às empressas estatais, aos gastos dos estados e municípios, exatamente para se permitir o pagamento dos juros acima descritos e do principal da dívida contraída com a venda de títulos públicos;

3. As perdas de receitas dos estados e municípios nos fundos de participação de origem federal serão compensadas com o desconto dessas perdas do total que estados e municípios têm a pagar na dívida pública com o tesouro nacional.

4. Separação, no total da dívida pública, dos valores aplicados pelos pequenos investidores,daqueles aplicados pelos grandes grupos econômicos, bancos, fundos de pensão, investidores nacionais e estrangeiros.
Renegociação da dívida com os maiores aplicadores, que vêm ganhando rios de dinheiro desde 1994, quando FHC começou seu primeiro governo e a relação da dívida pública com o produto interno bruto do país, o PIB, era de 33 % passando, ao final de oito anos, em 2002, para 59,6 % do PIB;

LULA recebeu em 2002 esse montante e, retirando dinheiro da sociedade através de impostos e deixando os gastos sociais em plano secundário, pagou em primeiro lugar juros e o principal dessa dívida, chegando agora a 36% do PIB, a um custo social altíssimo.

Agora, sem essas medidas urgentes acima relacionadas, o governo LULA continuará promovendo perda de receitas para favorecer as empresas atingidas pela crise, não mudará a atual acumulação de bancos e outros grandes investidores em títulos públicos e deixará que saiamos da crise com " os de cima" da economia sendo os maiores beneficiados dos remédios usados para enfrentarmos a atual conjuntura.

As fotos dos eventos ocorridos ontem serão publicados em breve.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Nesta sexta e sábado mandato debate Educação, Reforma Agrária e Cultura







Por Paulo Rubem

Após retornarmos de Brasília nesta quinta,na sexta estaremos realizando palestra sobre o FUNDEB aos Professores da Rede Municipal de Olinda.O evento ocorrerá no Clube Atlântico, no Carmo, em Olinda, a partir das 14 horas, promovido pelo Sindicato dos Professores do Município de Olinda.

Em seguida vamos ao encontro dos Amigos e Amigas do MST, no Centro de Cultura Luis Freire, localizado à Rua 27 de Janeiro, 181 – Olinda, próximo a Prefeitura, onde chegaremos às 16:30.

Mais tarde voltaremos a debater o FUNDEB e o Piso Salarial dos Profissionais da Educação Básica na Escola Cônego Jonas Taurino, na Rua Líbano, s/n – Lot. Tamandaré –Aguazinha - Olinda, a partir das 19:30.

No sábado, a partir das 19:30, estaremos na abertura do XXX Festival Internacional do Folclore de Caruaru e IV Feira de Negócios do Artesanato de PE.
Local: Espaço Cultural Tancredo Neves (onde acontece o São João de Caruaru).

Assim reafirmamos nossos compromissos com as lutas sociais pela educação pública de qualidade, pela reforma agrária e com a promoção de políticas de incentivo à produção e ao acesso da população aos bens culturais.

Ainda na Programação do XXX Festival em Caruaru, promoveremos uma Oficina, na 2a. feira, a partir das 14hs, sobre "Orçamento Público da Cultura e o Sistema Nacional de Cultura".

Mandato acompanhou Entrevista Coletiva do Delegado Protógenes


Por Paulo Rubem

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz esteve no Congresso nesta quarta-feira, 1º, e afirmou estar havendo "inversão dos papéis" ao advertir que ele está sendo alvo de investigação em vez do banqueiro Daniel Dantas. Protógenes comandou a Satiagraha, no ano passado, que provocou a prisão temporária do dono do grupo Opportunity. O Delegado trabalhou junto com o juiz Fausto de Sanctis, que participa também da Castelo de Areia.

O depoimento do delegado à CPI dos Grampos estava marcado para esta quarta, mas foi adiado para o dia 8 de abril. Nesta manhã, o STF concedeu habeas corpus a Protógenes, autorizando-o a ficar calado na comissão e impedindo sua prisão durante a sessão

Mandato presente em Audiência sobre Piso Salarial com sindicatos estaduais e CNTE










Por Paulo Rubem

Com a presença da CNTE e entidades sindicais manifestamo-nos em sessão ocorrida hoje, 02 de abril, no plenário da Comissão de Educação, coordenada pela Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial nacional.

Nossa abordagem teve os seguintes aspectos:

1. Introdução - A lei do PISO foi votada aqui no Congresso.

Na ocasião, além do abandono injustificado da defesa da derrubada dos vetos impostos por Fernando Henrique Cardozo, desde 2001, ao Plano Nacional de Educação,sob três aspectos avalio que fomos aquém de onde deveríamos ter ido, subestimando a reação dos governadores e permitindo que a Lei fosse aprovada com mecanismos de transição entre o PISO propriamente previsto e sua composição provisória com outros proventos incluídos.

Talvez tenhamos comprendido que seria melhor um PISO mais tímido porém aprovado em Lei, do que a incerteza de um PISO MELHOR em 2008 e 2009.

Fomos aquém na defesa de valores compatíveis com a dignidade profissional, fomos aquém na defesa de diferenças nítidas entre a formação de nível médio e de nível superior, bem como na vinculação do PISO pretendido à carga horária mínima de 20hs.

O impacto orçamentário e financeiro dessas posições poderia ser facilmente calculado e justificado, mais uma vez tomando-se como base a EC 53 e a complementação da União em termos mínimos.

Isso implicaria na ampliação do complemento da União além dos valores previstos na EC 53, sempre que o custo do PISO e das carreiras reformuladas provocasse dispêndio superior aos 20% mínimos que Estados e Municípios têm retidos de suas receitas no FUNDEB.

Afinal, foi para isso que aprovamos a EC 53 tal como conseguimos.

2. Conjuntura na época da votação da matéria e hoje

A conjuntura e os números das contas públicas, em séries históricas de avaliação, eram favoráveis à defesa de PISO, da CARREIRA e diferenciais pretendidos inicialmente.

Não fomos até o fim nessa defesa. Apegamo-nos mais ao simbolismo do PISO do que aos valores reais a serem atendidos,com plena condição de sustentação pelas finanças públicas como provamos ao fundamentar nosso voto no projeto do piso, o único voto contrário, pelas razões que estamos aqui, mais uma vez, relembrando.

Segundo publicado no COMUNICADO 14 da Presidência do IPEA ( www.ipea.gov.br ), entre 2000 e 2007, o governo central gastou R$ 1,267 trilhão de reais com os juros da dívida pública e apenas R$ 145 bilhões com a educação.

Até antes do último quadrimestre de 2008 vínhamos a um ritmo de crescimento que sinalizaria um nível de crescimento de 6,5% do PIB no ano passado.

A crise internacional chegou no País e chegou para valer. Estima-se, pelo IPEA e recentemente pelo BC, que só deveremos crescer 1,5 % este ano.

A CONJUNTURA AGORA NÓS É DESFAVORÁVEL

Baixo crescimento implica baixa arrecadação, expondo os mais desiguais às novas desigualdades, gerando mais desigualdades.

As ações do governo para enfrentarmos a crise são tópicas, setorializadas, em função dos reclamos das diferentes categorias de agentes econômicos. Renúncias fiscais ( IPI e IR ) aceleram as vendas de automóveis mas fragilizam os Fundos de Participção dos Estados e Municípios. Os depósitos compulsórios liberados pelo BC foram aplicados pelos bancos privados na compra de títulos públicos, com aumento a dívida pública federal e não em mais crédito e menos juros para as empresas manterem o nível de investimentos.

Estados e Municípios do NO e NE, mais dependentes desses Fundos em suas receitas, são os maiores prejudicados, perpetuando-se as desigualdades regionais brutais no País.

A expectativa de baixo crescimento reduz as receitas derivadas do consumo ( ICMS), com mais desigualdade para os Estados que dependem desse imposto na árvore tributária, com menos repasse do mesmo para os municípios.

Até agora o governo não sinalizou mecanismos de compensação aos Estados e Municípios pela queda da receita dos Fundos.

Mecanismos urgentes de compensação

1. Para a queda das receitas dos Fundos - Abatimento, na dívida dos estados e municípios com o Tesouro Nacional, dos valores registrados dessa queda;

2. Criação de um Fundo de Compensação, para municípios sem dívida com a União, a fim de se manter a capacidade fiscal desses municípios e, por conseguinte, dos prazos e valores para implantação do PISO nos termos da Lei.
O Fundo seria criado com os ganhos fiscais derivados da redução mais acelerada da taxa básica de juros, como defende o IPEA;

3. Redução do Superávit Primário imposto desde 1999 nas LDOs a serem votadas agora a partir de abril. Assegurar que a liberação desses valores se destine essencialmente à manutenção das condições fiscais para que Estados e Municípios assegurem os meios de promoção da saúde e da educação, setores com vinculação constitucional. Essas seriam nossas medidas anti-cíclicas na crise.

4. Redução das Metas de Superávit das Estatais para permitir que mantenham o nível de atividades e investimentos, já que se estima que 67% desses investimentos sejam feitos com receitas próprias;

5. Frente ao argumento de impedimento fiscal, nos termos da LRF, defender um Projeto de Lei Complementar(PLP) que altere a Lei, permitindo que as despesas de pessoal em educação e saúde, ao serem incluídas no computo geral de despesas, por motivo de vinculação constitucional e por estarem submetidas a metas de desempenho também constitucionais, ultrapassem os limites de gastos previstos na LRF;

6. Defesa imediata da estratificação da dívida pública por credores e valores, iniciando uma renegociação sobre os maiores credores e maiores valores, para assegurar a liberação de receitas a curto, médio e longo prazo, destinando-as ao investimento e ao financiamento das políticas sociais, sobretudo as que estão associadas à vinculação de receitas.

A CONJUNTURA FISCAL FUTURA DA UNIÃO É PREOCUPANTE

Ao final de fevereiro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$241,6 bilhões, 19,4% do total, com vencimento em 2009; R$282,2 bilhões, 22,6% do total, com vencimento em 2010; e R$723,5 bilhões, 58% do total, vencendo a partir de janeiro de 2011.

Com a queda do PIB e da arrecadação a situação se inverte em relação a 2008.

Aumentam os encargos dos juros e parcelas da dívida sobre o tesouro nacional, sobretudo se não persistir a queda acelerada da taxa SELIC.

Nesse contexto o caminho é sairmos da disputa na esfera interna do financiamento puro e simples da educação e avançarmos na defesa de alterações mais amplas na gestão da economia, sem o que a crise impedirá estados e municípios de manterem suas condições fiscais essencias à consolidação do PISO e das Carreiras com dignidade.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Na tribuna mais tarde vamos defender a ruptura com a ordem econômica que privilegia os ganhos da dívida pública

Por Paulo Rubem

A partir das 14:30 dessa quarta-feira ocuparei a Tribuna da Câmara Federal para propor mudanças na política de enfrentamento da crise atual que atinge o país, fruto da outra crise, a financeira internacional.

Embora destaquemos as ações e esforços do governo LULA para superar o atual momento defenderemos outras medidas que serão explicadas aqui mais tarde.

Para quem tem acesso aos canais por assinatura ou pelas antenas parabólicas, aguardem a chamada de nosso nome, a partir das 14:30 e o pronunciamento que faremos, com dados oficiais e relatórios publicados pelo IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do próprio Ministério do Planejamento.

A crise não pode ser enfrentada apenas com remédios e curativos mas deve servir ao desenvolvimento de um novo projeto de gestão das finanças, da economia pública e dos investimentos no País.

No Sítio dos Macacos, na zona norte do Recife, o reencontro com a Escola Comunitária e as mulheres da comunidade










Por Paulo Rubem

Na tarde da segunda-feira, dia 30, voltamos ao SÍTIO DOS MACACOS, comunidade localizada ao lado da Mata de Dois Irmãos, entre a BR 101 ( próximo ao bairro da Guabiraba ) e a comunidade do Sítio dos Pintos, ao lado da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Próximo do SíTIO, no sentido oposto a BR 101, fica o Zoológico de Dois Irmãos.

Alí existia uma linha da Rede Ferroviária Federal, com ponto de passagem na "Estação de Macacos".

A Escola União Comunitária, no SÍTIO DOS MACACOS, sempre foi acompanhada e apoiada por nós, inclusive a entidade era uma das beneficiárias de parte das verbas de subvenção social que eram patrocinadas pela Assembléia Legislativa junto ao orçamento estadual, entre 1995 e 2002.

Fruto da luta da comunidade a escola comunitária cresceu e, inclusive, cedeu parte de seu terreno para que a Prefeitura do Recife construísse anos atrás a Creche Municipal Celeste Vidal.

Celeste foi professora primária em Vitória de Santo Antão, cidade da zona da mata centro de Pernambuco e integrou a militância de apoio às Ligas Camponesas antes de 1964. Com o golpe militar foi presa e barbaramente torturada. Nos anos 80 participou da fundação do PT e esteve vinculada à Convergência Socialista. Celeste faleceu no começo dos anos 90.

Recentemente as mulheres da comunidade criaram a Associação de Mulheres do Sítio dos Macacos, entidade que já vinha desenvolvendo ações de combate e prevenção à violência contra a mulher. Lamentavelmente a comunidade foi vítima de recente assalto com incêndio criminoso provocado na sede da Associação das Mulheres ( vejam as fotos) e agora estamos nos unindo para apoiar a reconstrução da entidade.

As pessoas que quiserem colaborar liguem para 81-32225943 e deixem suas sugestões e formas de apoio com Georgia, Jaci ou Áurea.

Nas imagens, o registro de nossa passagem na comunidade, a reunião na Escola Comunitária, a entrada de sua sede, com as mulheres e integrantes da creche Celeste Vidal e a Associação depois do incêndio.

Mandato recebe homenagem do PDT em Paulista, Pernambuco.


Por Paulo Rubem

Na noite da última segunda-feira, dia 30, recebemos uma homenagem do Diretório Municipal do PDT da cidade de Paulista, município localizado na região metropolitana norte, segunda cidade litorânea após o Recife.O evento foi realizado no Plenário da Câmara Municipal da cidade.

Paulista já foi o maior centro de produção textil na América Latina mas sua economia hoje é basicamente terciária com algumas indústrias situadas ao longo da BR 101.

A homenagem foi sugerida ao partido pelo professor RUBERVAL ALMEIDA, ex-integrante de nossa categoria na rede estadual de ensino e ex-professor do CEFET-Pernambuco.

A Mesa dos trabalhos foi presidida por João Pereira, que conduz o diretório municipal na cidade e contou com a presença do Professor Ruberval e de lideranças comunitárias, como Sérgio Capoeira, do Movimento de Luta pela Terra-MLT e representantes dos Vereadores Fábio Barros e Silvio Moura.

Em nossas fala destacamos as lutas históricas dos trabalhadores de Paulista, como tecelões, metalúrgicos, professores e servidores municipais, bem como a célebre ocupação oorrida no Engenho Maranguape, em 1999, em antigo terreno de propriedade da COMPESA, Companhia de Saneamento do Estado. Essa ocupação enfrentou no dia 23 de dezembro daquele ano cerrado conflito com a Polícia Militar de Pernambuco, com centenas de integrantes da Tropa de Choque, cães e viaturas, que para ali se deslocaram visando dar cumprimento a ordem de reintegração de posse definida pela Justiça Estadual. Foram quase 12 horas de confrontos, com repercussão inclusive na mídia nacional. Naquele dia nós lá estávamos com os ocupantes na luta pela moradia.
Dessa luta foram conquistadas 420 casas que hoje integram o Conjunto habitacional Antônio Maria.

Encerramos nossa fala conclamando as lideranças a se engajarem no fortalecimento do PDT no município, ampliando a presença nos movimentos sociais e populares.

Entre as imagens, o Presidente do PDT municipal, João Pereira e o Professor Ruberval,proponente da homenagem, com o microfone.

segunda-feira, 30 de março de 2009

UNAFISCO-Pernambuco convida mandato para debate sobre a conjuntura econômica


Por Paulo Rubem

Hoje pela manhã, como havíamos anunciado no blog ontem à noite, participamos das 9:30às 11:45, de Mesa de Debates promovida pela UNAFISCO-Pernambuco, entidade que congrega os Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, regional do nosso estado.

Com a presença de aposentados e representantes da categoria de outros estados do Nordeste iniciamos o evento com uma retrospectiva das políticas desenvolvidas desde o primeiro mandato de FHC, no auge do período que ficou conhecido em nosso país como a era da globalização e do estado mínimo.

Analisamos dados oficiais das receitas e dos gastos públicos, especialmente no campo da seguridade social, destacamos aspectos adotados nas políticas fiscal e monetária desde 1999( como por exemplo a adoção do superávit primário e a prevalência das altas taxas de juros para manter a inflação no centro da meta), observamos ainda de que forma a política cambial de liberalização total do fluxo de capitais expôs o país e em quanto importou no aumento da dívida pública o custo das intervenções do BC no câmbio para a aquisição de moeda estrangeira visando a formação das reservas cambiais de quase US$ 200 bilhões até antes da crise atual chegar aqui.

Na atual conjuntura defendemos a manutenção das conquistas sociais e salariais de setores da sociedade e servidores públicos, a redução intensiva das taxas de juros, a redução da meta do superávit primário e a renegociação da dívida pública.

Entre 1994 e 2009 os grandes capitalistas que operaram na esfera financeira ganharam rios, oceanos de dinheiro com a dívida pública. Agora, para saírmos da crise na direção do investimento, da busca do pleno emprego e da igualdade é preciso interromper esse ciclo de ganhos rentistas e, renegociando a dívida com juros mais baixos, transferir para a maioria da sociedade os frutos da arrecadação do tesouro nacional, em investimentos, políticas sociais e aperfeiçoamento da máquina pública.

Nas imagens, o registro de nosso debate hoje com a UNAFISCO-Pernambuco.

Para reforço de nossos argumentos citamos diversos estudos realizados por autores conhecidos como João Sicsu(UFRJ-IPEA), Denise Gentil ( UFRJ-IPEA), Márcio Pochmann(Unicamp-IPEA), Fernando Ferrari ( UFRGS), Francisco Lopreatto(UNICAMP) entre outros, com dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional e do Banco Central.

Alguns dos números que revelam a disparidade de gastos públicos entre investimentos, custeio e dívida pública já foram comentados aqui no Blog anteriormente, sobretudo aqueles contidos na CARTA DE CONJUNTURA DO IPEA, do mês de março agora, que pdoe ser encontrada em www.ipea.gov.br .

Mandato recebeu homenagens por atuação em defesa de mais financiamento para a cultura

Por Paulo Rubem

O evento aconteceu na última sexta-feira, 27 de março,Dia Mundial do Teatro.

Tudo bem, foi na semana passada.



Vale, porém, o registro da placa que recebemos da Fundação de Cultura de Camaragibe, por nossa militância na área da cultura, a intervenção do mandato em defesa da vinculação de recursos para a cultura, a revisão da Lei Rouanet ( do sistema federal de incentivo à cultura ) e nossa co-autoria do Projeto de Lei propondo a implantação do Plano Nacional de Cultura.

Estabelecemos, na atual conjuntura, uma relação de trabalho conjunto com a gestão municipal da Fundação para apresentarmos emendas ao orçamento federal de 2010 visando o incremento de mais ações culturais nos bairros de Camaragibe, melhoria dos equipamentos públicos locais e mais recursos para formação de agentes culturais na cidade.

Obrigado ao povo de Camaragibe pela homenagem, obrigado a Fundação de Cultura da cidade pela homenagem.

domingo, 29 de março de 2009

PETROLINA ( 2 ) : Segurança Pública e Justiça Social são debatidos com Pastoral da Juventude


Por Paulo Rubem

Na manhã desse domingo, ainda em Petrolina, no Centro Pio XI, próximo a catedral da cidade, estive reunido com integrantes da Pastoral da Juventude da Diocese local, cujo Bispo é Dom Paulo Cardozo.

Como o tema da Campanha da Fraternidade da CNBB esse ano relaciona Justiça Social e Segurança Pública, fizemos uma exposição breve sobre os trabalhos desenvolvidos atualmente na Comissões de Segurança Pública e Direitos Humanos da Câmara Federal, das quais faço parte indicado pelo PDT.

Realçamos a importância da realização das conferências livres de segurança pública, preparatórias, nos municípios, à Conferência Nacional que se realizará em agosto próximo, sobre o mesmo tema.

Acertamos com a PJ o envio dos Relatórios Nacionais sobre a execução orçamentária dos programas de segurança pública do governo federal, bem como dados sobre a execução, gastos e convênios feitos pelo Fundo Penitenciário Nacional-FUNPEN, além de documentos sobre políticas sociais que representam a verdadeira extensão e construção da justiça social para o povo brasileiro.

Vamos enviar também informações sobre a convocação das conferências de comunicação, que ocorrerá em dezembro de 2009 e de educação básica, que ocorrerá em 2010, entre outras previstas até o próximo ano.

Voltaremos ao município em maio para visitar as comunidades beneficiadas pela capacitação em agricultura familiar e promoveremos debates na Universidade de Pernambuco e com entidades comunitárias sobre o FUNDEB, o Piso Salarial dos Profissionais da Educação, a Lei Maria da Penha e a atual Crise Econômica Mundial que também atinge o nosso País.

Nas fotos, o registro de nosso encontro, hoje cedo, em Petrolina, no Centro Pio XI.

Nas próximas matérias, mais registro de nossa agenda feita nesse sábado e hoje, domingo, em Petrolina, as informações sobre as comemorações do Dia Mundial do Teatro, realizadas na sexta-feira, dia 27,em CAMARAGIBE, cidade vizinha ao Recife, quando recebemos homenagem da Fundação de Cultura da Cidade por nossa militância, discussões e propostas orçamentárias na área das políticas culturais.

Nesta segunda, 30 de março,às 9:00, estarei numa Mesa de Debates promovida pelos integrantes da UNAFISC0- Regional de Pernambuco, entidade que congrega os Auditores da Receita Federal, na Avenida Martin Lhuter King, próximo a Caixa Econômica Federal, no Recife antigo.

Em PETROLINA, no sertão do São Francisco, mandato acompanha capacitação em agricultura familiar ( 1 )


Por Paulo Rubem

Na tarde deste sábado, 28, viajei para Petrolina, cidade do sertão do Rio São Francisco, a 800 km de Recife, aproximadamente.

Lá chegando, às 15:00, fui direto para o CEFET, onde estava acontecendo o penúltimo dia da 3a. etapa da capacitação para a agricultura familiar com 100 famílias das comunidades de Terra Nova, Ponta da Serra, Caatinguinha e Assentamento 1o. de maio, todas de Petrolina.

O trabalho desenvolvido nesse município também vem acontecendo em Tacaimbó, no Agreste de Pernambuco, Ouricuri, no sertão do Araripe e Igarassu, na região metropolitana norte, próximo ao Recife.

Os recursos para essas atividades, orçadas em R$ 500.000,00 ( quinhentos mil reais )foram obtidos através de emenda parlamentar de nossa autoria ao orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário e a coordenação das ações é assumida pela Entidade Civil Organização Trajetória Mundial.

Nas fotos de nossa presença no encontro temos o registro dos integrantes das comunidades beneficiadas, para quem anunciamos também o início dos trabalhos para a reformulação da atual Lei Federal da Agricultura Familiar.

Até junho vamos debater as alterações pretendidas para apresentarmos um novo projeto de lei sobre o tema até lá.

As principais alterações visam obrigar estados e municípios a construirem planos, conselhos, realizarem conferências e desenvolverem orçamentos próprios para o desenvolvimento da agricultura familiar, o que não está contido na atual lei federal.

sábado, 28 de março de 2009

Em BONITO, no agreste de Pernambuco, debatemos com Educadores o FUNDEB e a Lei do Piso Salarial





Por Paulo Rubem

Dando continuidade aos debates sobre a implantação do FUNDEB e a construção do Piso Salarial dos Profissionais da Educação Básica, estivemos ontem à tarde em BONITO.

A cidade fica a 110km de Recife, próxima de Bezerros, que fica na BR 232, antes de Caruaru.

Fomos convidados para o encontro pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e distribuímos centenas de cartilhas explicativas sobre os dois assuntos.

Nas imagens veja o encontro realizado.

O Sindicato constituirá um Grupo de Trabalho para monitorar as contas municipais e os repasses do FUNDEB, garantindo mais conhecimento e informação para atuar na reorganização do Plano Municipal de Cargos e Carreira, a ser atualizado em 2009, como determina a Lei Nacional do Piso Salarial, 11.738, de 2008.

Além disso irá trabalhar pelo fortalecimento do Conselho Municipal de Acompanhamento do FUNDEB.

Mandato participa da la. Reunião do Conselho Nacional para Educação em Direitos Humanos





Por Paulo Rubem

Como havíamos noticiado antes, informando nossa indicação para o Conselho Nacional de Educação em Direitos Humanos, na última quinta-feira,26, participamos da la. reunião do orgão, juntamente com entidades nacionais e regionais integrantes do Conselho.

Como está registrado nas imagens, a mesa foi conduzida pelo Secretário Nacional dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, situado à esquerda de uma das fotos.

Nos próximas dias vamos disponibilizar a pauta dos trabalhos do Conselho e indicar a as publicações já desenvolvidas pela SDH, visando o desenvolvimento do Plano Nacional para Educação em Direitos Humanos.

Blog " ACERTO DE CONTAS" publica artigo de nossa autoria sobre Disparidade nos Gastos Públicos em 2008



Charge publicada no "www.acertodecontas.blog.br)


Relatório das Contas de 2009 aponta disparidade de gastos entre pessoal, investimentos e dívida pública

Publicado dia 27 de março, às 19:21.


Por Paulo Rubem*
para o Acerto de Contas


O IPEA acaba de publicar a carta de Conjuntura de março desse ano. Ao acessar o documento, publicado pela Diretoria de Macroeconomia do Instituto, observa-se que em plena crise, um grupo de agentes econômicos continua navegando em céu de brigadeiro. Para esses agentes não há cortes, renegociação de metas ou de expectativas. Por que?

As metas fiscais, para o PIB, para o câmbio e relação dívida /PIB estão na LDO vigente, assim como a CF de 1988, a própria LDO e leis setoriais em vigor asseguram metas sociais de atendimento quantitativo e qualitativo.Por que, na crise, preservar os primeiros e cortar dos segundos ?

Os gastos com pessoal, todo o pessoal federal, chegaram a R$ 135,8 bilhões, equivalentes a 4,57 % do PIB.

Os gastos com Investimentos chegaram a R$ 9,83 bilhões ou 0,33 % do PIB.

Os gastos com inversões financeiras ( aportes do tesouro para estatais e bancos públicos federais) chegaram a R$ 38,04 bilhões ou 1,28% do PIB.


Os gastos com juros e encargos da dívida pública somaram R$ 112,9 bilhões ou 3,8% do PIB. Os gastos com a amortização da dívida (títulos pagos e resgatados) chegaram a R$172,4 bilhões ou 5,8% do PIB.

Além disso, foram rolados ( títulos vencidos trocados por novos títulos que vencerão no futuro) outros R% 286,93 bilhões, ou 9,66% do PIB.

Impõe-se uma reformulação da arquitetura desses gastos públicos.

Desde 1999 juros altos atraíram dólares e mantiveram a inflação dentro ou próxima da meta.

Excesso de dólares apreciaram o câmbio e desestimularam as exportações.

Excesso de dólares impuseram intervenção progressiva do BC no mercado para não deixar o câmbio apreciar demais. A cada intervenção nova emissão de títulos públicos para enxugamento da base monetária. Mais títulos implicaram em mais dívida pública.

Na crise, títulos vencidos são trocados por pré-fixados com juros entre 18 % e 19%, bem acima da SELIC, por exigências dos credores !!!

Sem expectativa de crescimento sustentável o investimento privado foi cauteloso e muitas empresas migraram para derivativos. Muitas perderam grosso com a crise, como Votorantim e Sadia, entre outras.

A desregulação financeira, a excessiva mobilidade de capitais sem qualquer controle e a fé fundamentalista na política monetária de altos juros geraram agora a mais baixa taxa de Utilização da Capacidade instalada na indústria desde 1993.

Agora, não basta reduzir juros, é necessário, além disso, recompor o grau de prioridade de cada uma das parcelas dos gastos públicos. Até agora, a primazia foi para a dívida pública. Agora deverá ser aos investimentos diretos pelo OGU, inversões aos bancos e empresas estatais e renegociação do estoque da dívida, prazos de pagamento.

Com juros menores, sim, e superávit ainda menor. Os que ganharam demais desde 1994 pagarão sua cota de sacrifício.

Sem dogma, por uma questão de lógica

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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

andrei barros correia
27 de março de 2009 às 20:42
Paulo Rubem,

Seria auspicioso que o governo procedesse a essa revisão no perfil do dispêndio público. Por razões óbvias, como você bem diz.

Tenho receios, contudo, de que não se disponha o o governo a tanto. Além de bastante capturado pelos interesses de rentistas, deve-se considerar que essa transferência assumiu ares de necessidade econômica.

Existe uma religião do pagamento de juros, os sacerdotes são uma grande mídia a soldo dos detentores de títulos. E fora das portas da igreja, como mendigos em dia de sexta-feira santa, há uma classe média leitora ávida de vejas da vida. Não participa, mas dá suporte.

É bastante complicado.

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28 de março de 2009 às 4:32
Exmo. Sr. Dep. Paulo Rubem
(extensivo aos blogueiros)

Chamar a atenção para a necessidade imediata de alteração dessa equação perversa merece o respeito de todos nós. A crise é séria, os prognósticos são os piores posíveis, e se o governo realmente quer fazer parte da solução, e não do problema (parafraseando a candidata Dilma) tem que ter coragem de enfrentar essa grave distorção nos gastos públicos. Não ficar na periferia da discussão apresentando microplanos de combate à crise.

V.Exa. (faço questão de tratar assim por que é dos poucos que merecem) tem toda a razão. Está na hora de acabar com essa verdadeira mamata. Sinto-me um pouco mais cidadão (e um pouco mais contribuinte, por consequencia) em saber que alguém está preocupado em tirar o sono daqueles que se aproveitam da irresponsabilidade fiscal do governo federal.

É uma alegria ver que o deputado traz, e o blog recepciona, uma discussão tão relevante. Sobretudo se considerarmos o nível do debate entre os políticos ultimamente, a quantidade de estupidez que eles têm dito e a onda de notícias de corrupção que temos ouvido/lido nos últimos dias.

Manoel Santos
Cientista Político

quinta-feira, 26 de março de 2009

Analista do IPEA descarta recessão no Brasil em 2009



Por Paulo Rubem

Fonte : www.ipea.gov.br

Documento publicado ontem (*)prevê crescimento do PIB entre 1,5% e 2,5%; coordenador critica políticas fiscal e monetária.

"Sou crítico a esta política econômica. Não há justificativa para praticar um superávit fiscal, que é uma política contracionista, e uma política monetária tão ortodoxa neste clima em que estamos vivendo, claramente abaixo do pleno emprego"

Mesmo com a crise mundial, a economia brasileira vai crescer neste ano. Mas vai crescer pouco: entre 1,5% e 2,5%. É o que prevê a Carta de Conjuntura do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgada no dia 25 de março em Brasília.

A publicação trimestral do GAP (Grupo de Análise e Projeções) da Dimac (Diretoria de Estudos Macroeconômicos) projeta ainda um déficit nas transações correntes de US$ 18 bilhões a US$ 25 bilhões e uma taxa de inflação entre 3,7% e 4,7% para o ano.

"Este resultado é reflexo de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o PIB cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre", diz o anexo de projeções da Carta.

Para o GAP, as taxas de crescimento trimestral em 2009 serão, respectivamente, 0,2%, 1,6%, 2,5% e 3,1%.

Durante a apresentação, o coordenador da pesquisa, Roberto Messenberg, que trabalha no escritório do Ipea no Rio de Janeiro, atacou a política econômica do governo e defendeu a queda na taxa de juros e no superávit primário.

"Sou crítico a esta política econômica. Não há justificativa para praticar um superávit fiscal, que é uma política contracionista, e uma política monetária tão ortodoxa neste clima em que estamos vivendo, claramente abaixo do pleno emprego", disse Messenberg.

A Carta mostra que os investimentos da União caíram de 2007 para 2008 tanto em valores nominais como em percentuais do PIB.

"O governo precisa baixar o superávit primário, reduzir a despesa fiscal com juros e investir. Sem investimento, nossa economia vai ficar sem defesas contra a queda do emprego e o baixo crescimento", alertou o coordenador.

"Em épocas de crise, é mais fácil cortar investimentos, porque não são gastos fixos. Mas, se cortar ainda mais, aí é que a economia não cresce mesmo", concluiu Messenberg.

As próximas Cartas de Conjuntura serão divulgadas em junho, setembro e dezembro.

(*) IPEA- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada do Ministério do Planejamento

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mandato participa de mobilização dos profissionais de enfermagem pela redução da jornada de trabalho



Por Paulo Rubem

A Câmara dos Deputados foi sacudida hoje pela manhã e no período da tarde por uma grandiosa manifestação.
Vindos de todo o País, profissionais de enfermagem, coordenados por sindicatos, por entidades estaduais e nacionais, defenderam a aprovação de projeto de lei que reduz suas jornadas de trabalho para 30 horas semanais sem redução de salário.

A matéria tem respaldo em recomendações internacionais e visa responder, como um dever de justiça, a uma das categorias mais importantes da base de sustentação do SUS em todo o território nacional.

Os profissionais de enfermagem sofrem com a atual jornada de 40 hs, apresentam inúmeros problemas de saúde decorrentes do trabalho extenuante em hospitais, nos plantões, na UTIs, nas redes municipais, estaduais e na rede federal.

Em nosso apoio a essa luta já destacamos as batalhas que se seguirão à aprovação da jornada de 30 hs, destacando a defesa de um Piso Salarial Nacional decente, o fortalecimento do controle social na gestão da saúde e uma ampla revisão das políticas econômicas que privilegiam o pagamento dos serviços da dívida pública e sua rolagem(troca de títulos vencidos por novos títulos).

Nas imagens, nossa presença no palco e junto a bancada de Pernambuco que esteve em Brasília durante a manifestação da categoria.