quinta-feira, 13 de março de 2008

Eduardo defende Paulo Rubem no TSE

FIDELIDADE // Governador de Pernambuco diz acreditar que deputado saiu do PT pelo acúmulo de divergências com o partido

REPORTAGEM PUBLICADA PELO DIARIO DE PERNAMBUCO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início ontem à coleta de depoimentos das testemunhas listadas no processo em que o PT pede a cassação do mandato do deputado federal pernambucano Paulo Rubem (PDT). Integrante da relação, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse ao ministro Marcelo Ribeiro que, na sua visão, a saída do parlamentar do PT se deu em razão de desentendimentos ocorridos durante anos. Também afirmou acreditar que Rubem havia sofrido com a falta de apoio das lideranças partidárias na campanha municipal de 2004.

"Acho que a razão principal da saída (de Paulo Rubem) foram as divergências que se acumularam com o tempo. Por ter sido colega dele entre 2003 e 2006, pude acompanhar as dificuldades que ele teve ao longo dos últimos anos no PT", disse o governador. Ele fez questão de lembrar também que, em 2004, a candidatura do ex-petista a prefeito de Jaboatão não contou com apoio das mais importantes lideranças do partido, ao contrário de outros candidatos em cidades próximas.

Ex-deputado federal, Eduardo Campos destacou que, ao lado de lideranças socialistas como os parlamentares Renato Casagrande, Luiza Erundina e Rodrigo Rollemberg, convidou Rubem, então líder da Frente de Esquerda do PT, para ingressar no PSB durante a crise do mensalão. Passada aquela fase, alguns integrantes daquele grupo criaram o Psol e Paulo Rubem continuou no PT.

Coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção da Câmara dos Deputados, Rubem foi o primeiro a ser ouvido, às 14h30. Em seguida, prestaram depoimento as testemunhas de acusação: o ex-líder do partido na Câmara, Luiz Sergio (PT-RJ), e o ex-presidente do PT de Pernambuco, Jorge Perez. Além de Eduardo, foram ouvidos como testemunhas de defesa, o presidente da ONG Transparência Brasil, Claudio Abramo, e o ex-líder do PDT na Câmara, Miro Teixeira (ex-ministro das Comunicações do Governo Lula).

Até às 21h40 de ontem, o TSE não tinha tomado uma decisão sobre o caso. Seriam ouvidos ainda em defesa de Rubem, o ex-ministro daEducação e senador Cristovam Buarque (PDT), o ex-secretário de Comunicação do PT de Pernambuco Odilon Lima e o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE). Coincidentemente, o julgamento iniciou no dia em que se votou a Lei Orçamentária 2008 no Congresso. A saída de Rubem do PT se deu logo após a sua destituição pelo partido - sem comunicação formal - da relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Um comentário:

Eduardo Amorim disse...

A foto é de Thompson Sérvulo, do gabinete em Brasília.