domingo, 23 de novembro de 2008

Com o Teatro do Oprimido participamos de Teatro Legislativo em Recife











Nas imagens o público assistindo aos espetáculos, uma das apresentações do Grupo do Castainho, uma multiplicadora do Teatro do Oprimido da comunidade, nossa sistematização com a Professora Sandra e o encerramento com todos os grupos. Por meio de encenação realizada pelos integrantes da Fábrica de Teatro Popular do Nordeste, que se utiliza da metodologia do TEATRO DO OPRIMIDO, criada por Augusto Boal, participamos da sistematização das propostas apresentadas pelos participantes da platéia que assistiu às três encenações apresentadas pelos Grupos de Teatro Popular da Comunidade Quilombola do Castainho, de Garanhuns,cidade do agreste de Pernambuco, a 250km de Recife, e da cidade de Angelim, também no Agreste, próxima a Garanhuns.

O evento aconteceu na noite deste sábado, 22, no Pátio interno da Torre Malakoff, no bairro do Recife, no centro antigo da capital de Pernambuco. As apresentações versaram sobre discriminação racial, preconceito e propaganda política em sala de aula com os participantes entrando no elenco, após cada espetáculo, como novos atores, para tentar interferir no rumo das histórias apresentadas. A proposta final colhida junto ao público sugeria a aprovação de uma disciplina específica para o currículo escolar, através da qual seriam tratados os assuntos ligados à política. Juntamente com a Professora e Mestra em Educação Sandra Matos, da Universidade do Vale do Acaraú, do Ceará,esclarecemos que não seria necessário formular um projeto de lei pela criação dessa nova disciplina.

Os temas relacionados com “eleições”,“ partidos políticos”,“ ética “ e “cidadania” já podem ser tratados por meio dos temas transversais, inseridos nos PCNs - Parâmetros Curriculares Nacionais, bem como por meio da elaboração das propostas político-pedagógicas das escolas públicas da educação básica, estaduais e municipais. Enfatizamos também que, tanto o docente quanto a escola têm autonomia pedagógica, assegurada pela Constituição Federal, artigo 206, e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- a LDB, Lei Federal 9394/96, por seus artigos 12 e 13, podendo assim formularem suas respectivas metodologias de ensino levando em consideração a contribuição das diferentes disciplinas para o enfoque crítico-construtivo de conhecimentos relacionados com os temas acima propostos.

Ao final os participantes da platéia se manifestaram por imensa maioria de votos favoráveis a aprovação das sugestões que apresentamos visando o melhor desenvolvimento dos assuntos enfocados nas três encenações e que depois ensejaram a apresentação de proposta legislativa pelos espectadores. Mais informações sobre o Teatro do Oprimido e suas propostas acessar www.ctorio.org.br ou enviando e-mail para ctorio@ctorio.org.br .No vídeo o Grupo de Dança e Percussão do Castainho.
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