terça-feira, 25 de novembro de 2008

Crise: oportunidade de crescimento para o Brasil

O deputado federal Paulo Rubem (PDT) representou seu partido na mesa do debate promovido pelo Bloco de Esquerda para discutir a Crise Financeira Internacional, nesta terça-feira, na Câmara dos Deputados. Ele foi um dos debatedores ao lado do ex-ministro Ciro Gomes, do presidente Nacional do PCdoB, Renato Rebello, e do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, que apresentou um Power-point intitulado: “Crise Internacional: A Turbulência como Oportunidade para o Brasil”.

Como grande conhecedor da questão econômica, o pernambucano foi indicado para representar o líder do PDT, Vieira da Cunha, na mesa dos debates. Ele lembrou que vem fazendo um debate crítico em relação às altas taxas de juros desde os tempos em que ainda era petista e foi bastante aplaudido pelo ex-ministro, que fez questão de mostrar seu apoio ao Governo Lula, mas não escondeu sua irritação com a condução do Banco Central, por Henrique Meirelles.
Para Ciro, haviam sinais que desaconselhavam o que ele considerou como “estúpidas” pancadas de crescimento dos juros implantadas recentemente. No entanto, o ex-ministro, fez questão de ressaltar que graças aos fundamentos aplicados pelo Governo Lula desta vez o Brasil não vai quebrar, ao contrário das três vezes que o mercado internacional entrou em situação grave durante o Governo FHC.

O cearense fez diversas críticas ao encaminhamento da política econômica no segundo Governo Lula e previu que vai começar a crescer a taxa de desemprego e a diminuir os percentuais da massa salarial e a taxa de criação de empregos, ressaltando que os índices estavam em expansão desde a entrada no Governo Federal do PT. “Eu sei o quanto caro eu pago por isso, mas essa é dessas horas em que não se pode calar”, enfatizou Ciro Gomes, sobre suas críticas à condução da política econômica.

Para o presidente do IPEA, Marcio Pochman, algumas das medidas mais importantes para enfrentar a crise são na área tributária. Ele defendeu a implantação do IPTU progressivo pelas gestões municipais e criticou o IPVA e o Imposto de Renda, pois “ambos começam muito altos e terminam muito baixos”. Ele também defendeu o lançamento de um programa de garantia de emprego, “como um PAC voltado para conter o desemprego”, e o presidente Nacional do PCdoB, Renato Rebello, fez questão de lembrar a importância de manter o compromisso de aumento real do salário mínimo.

O deputado Paulo Rubem apresentou números para criticar as altas taxas de juros “entre 2000 e 2007 o País pagou R$ 1,267 trilhão de juros, no entanto gastou apenas R$ 310,9 bilhões com saúde, R$ 149,9 bilhões com educação e apenas R$ 93,8 bilhões com investimentos outros”, citou.

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